Networking Real: Como gerar negócios sem ser chato

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Networking Real: Como gerar negócios sem ser chato

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Você já esteve naquela situação desconfortável em um evento corporativo, segurando uma bebida morna, enquanto alguém tenta te empurrar um cartão de visita antes mesmo de perguntar seu nome? Se sim, você conhece o “Networking Chato”.

Infelizmente, a palavra networking foi banalizada. Para muitos, ela virou sinônimo de interesseiro ou de “pedir favores”. Mas, na Resenha Company, acreditamos em algo diferente. Acreditamos no Networking Real.

Aquele que não força a barra, que flui naturalmente e que, invariavelmente, gera muito mais dinheiro na mesa a longo prazo. Quer saber como fazer isso sem parecer um vendedor desesperado? Continue lendo.

 

O fim da Panfletagem de Cartão

O erro número um de quem tenta expandir sua rede de contatos é focar na transação em vez da relação. Quando você entra em uma conversa pensando “o que essa pessoa pode comprar de mim?”, o seu interlocutor sente o cheiro do desespero (e do interesse) a quilômetros de distância. O Networking Real inverte essa lógica. Ele foca na construção de confiança.

Pense nas pessoas com quem você mais gosta de fazer negócios. Provavelmente são pessoas com quem você tem afinidade, com quem já dividiu uma mesa de jantar, uma partida de esporte ou uma boa conversa (uma resenha) sem segundas intenções imediatas.

 

A Regra do Interessado vs. Interessante

Há um ditado clássico em vendas e relacionamentos: “Se você quer ser interessante, seja interessado.” Para não ser chato, pare de falar sobre o seu produto, seus prêmios ou sua empresa nos primeiros 10 minutos de conversa. Em vez disso:

  • Faça perguntas abertas sobre os desafios da pessoa.
  • Escute ativamente (sem ficar pensando na próxima resposta).
  • Encontre pontos em comum fora do trabalho (hobbies, esportes, viagens).

Quando você demonstra interesse genuíno pelo outro ser humano, a barreira defensiva cai. E é aí que a mágica acontece.

 

O ambiente define a qualidade da conexão

É muito difícil criar um laço profundo em um centro de convenções barulhento com hora marcada para acabar. O Networking Real exige o ambiente certo. É por isso que defendemos tanto o poder de encontros fora da sala de reunião.

Um jantar, uma partida de poker, um jogo de tênis ou um café sem pressa. Nesses ambientes, as “máscaras corporativas” caem. Você conhece a pessoa como ela é.

Se você quer gerar negócios sem ser chato, convide seu prospect para uma experiência, não para uma reunião de apresentação de PPT.

 

3 Passos para o Networking que Converte (sem incomodar)

Para sair da teoria e ir para a prática, siga este roteiro simples:


1. A Mentalidade “Give First” (Doe Primeiro)
Antes de pedir algo, ofereça algo. Pode ser uma dica, uma indicação de livro, ou apresentar aquela pessoa a alguém que ela precisa conhecer. Quem gera valor primeiro, ativa o gatilho da reciprocidade.


2. O Follow-up Humanizado
Não mande aquele e-mail padrão “Gostaria de agendar uma call”. Se vocês conversaram sobre vinhos, mande uma mensagem dias depois comentando sobre um rótulo que viu. Isso mostra que você prestou atenção na pessoa, não apenas na carteira dela.


3. Seja Autêntico (A tal da “Resenha”)
Não tente usar palavras difíceis ou parecer quem não é. O mercado B2B está sedento por autenticidade. Pessoas compram de pessoas. Seja leve, tenha bom humor e trate o negócio como uma consequência natural do relacionamento.


Conclusão: Plante, não cace
O caçador sai para matar a fome do dia. O agricultor planta para colher a vida toda. O Networking Real é agricultura. Exige paciência, o solo certo (ambiente) e cuidado constante. Mas, quando a colheita chega, ela é abundante e recorrente.
Pare de tentar vender a todo custo e comece a criar laços. O contrato assinado será apenas um detalhe da amizade que você construiu.

 

1. O que é Networking Real?

É a construção de relacionamentos profissionais baseados em confiança, afinidade e troca genuína de valor, ao invés de focar apenas em transações comerciais imediatas e superficiais.

2. Como fazer networking se sou tímido?

Comece ouvindo. Pessoas adoram falar sobre si mesmas. Se você fizer boas perguntas e demonstrar interesse, a outra pessoa fará a maior parte da conversa e sairá com uma ótima impressão sua. Além disso, ambientes compartilhados (como praticar um esporte) ajudam a quebrar o gelo naturalmente.

3. Onde é o melhor lugar para fazer networking?

Fuja dos eventos onde todos estão tentando vender. Busque ambientes de interesse comum: clubes de esporte, confrarias, grupos de mentoria ou eventos de experiência (como jantares e degustações). Onde há lazer e relaxamento, há abertura para confiança.

4. Quanto tempo demora para o networking dar resultado?

Varia, mas não é imediato. Networking é um jogo de médio e longo prazo. O objetivo é ser a primeira pessoa que vem à mente do seu contato quando ele precisar da solução que você oferece.

Antônio Santos

Head de Digital Selling, Unilever

Com passagens por algumas das mais relevantes empresas do mundo como Coca-Cola, Delta Airlines, BAT, Holcim, Localiza e Unilever, liderou equipes de vendas e marketing no desenvolvimento de estratégias de marca, lançamento de produto, RTM, precificação, aquisição de clientes e digitalização de jornadas. Investidor em startups de educação e inteligência artificial, atua como Professor de Marketing na Fundação Dom Cabral e mentor no G4 Educação.

gustavo aguiar

Diretor de Marketing, Nestlé

Diretor de Marketing Integrado na Nestlé, lidera estratégias que conectam marcas a milhões de pessoas por meio de soluções em branding, mídia, conteúdo e design. Com mais de 20 anos de experiência, já atuou em multinacionais como Johnson & Johnson e 99, unindo visão empreendedora à transformação digital.

Founder

EDUARDO PICARELLI

Diretor de Marketing, Heineken

Após mais de 20 anos liderando estratégias de marketing e vendas em marcas globais, Eduardo hoje equilibra dois mundos: é Diretor de Marketing da Heineken no Brasil e sócio da Resenha Company. Sua missão? Conectar grandes empresas ao maior ecossistema de networking do país.